Vale a pena comprar um imóvel em 2025?
Via de regra, a resposta para essa pergunta é: sim, vale a pena comprar um imóvel, mas depende do seu momento de vida e suas expectativas de curto e longo prazo.
Seja para morar ou criar uma renda alternativa, decidir entre comprar ou não um imóvel é sempre difícil. Afinal, antes de fazer um investimento desse porte alguns pontos devem ser discutidos e analisados, a fim de saber se, no seu caso, vale a pena investir neste bem.
Para saber se ainda compensa comprar um imóvel em 2025 ou não, reuni algumas considerações para ajudar você nessa escolha. Nos parágrafos seguintes, você confere um panorama geral sobre o tópico.
Vale a pena comprar um imóvel?
De modo geral, sim! Embora seja necessário analisar sua realidade financeira, seus objetivos de vida e o mercado imobiliário antes de bater o martelo e decidir sobre a compra.
Na hora de planejar um possível financiamento de um imóvel, é importante considerar os seguintes pontos:
- Refletir sobre sua permanência na cidade: você pretende ficar ou essa é uma escolha temporária?
- Avaliar se está em um momento em que é possível planejar a médio e longo prazo, já que o pagamento do imóvel pode levar anos;
- Verificar se sua situação financeira permite comprometer até 30% da sua renda mensal com as parcelas do financiamento;
- Garantir que você consegue dar, no mínimo, 20% do valor do imóvel como entrada.
Outros fatores pessoais como o objetivo da transação (morar ou investir), a localização do imóvel, o estado de conservação do bem e as condições de pagamento devem ser analisados.
→ Confira nosso guia completo de como comprar um imóvel.
Além disso, fatores externos como a taxa Selic, o ciclo de valorização imobiliária e o custo efetivo total do crédito (em casos de financiamento) também têm de ser considerados no momento da decisão.
Por isso, se você quer um imóvel para morar, vai ser preciso levar em consideração seus objetivos de vida, como por exemplo se você tem ou deseja ter filhos, se pretende sair do país, dentre outras coisas.
Ainda, ao optar pela compra de um imóvel, você sabe que, ao finalizar o financiamento, será o proprietário e terá algo para chamar de seu. Já no caso do aluguel, embora inicialmente demande menos dinheiro, o imóvel nunca será seu.
Outro ponto que deve ser avaliado é que os imóveis costumam ser ativos mais estáveis, consistentes e duradouros. Ou seja, investir no mercado imobiliário acaba se tornando mais seguro já que eles valorizam com o passar dos anos – um retorno a longo prazo.
Assim, se um dia você decidir que não quer mais morar no local, é possível também ganhar uma renda passiva com o aluguel do imóvel. Se o seu prédio for um endereço estratégico, por exemplo, é comum que esses endereços tenham uma demanda maior por locação.
Assim, se você encarar a compra do imóvel como um investimento para o seu futuro, há a possibilidade de que este seja ainda mais rentável que outros tipos de investimento tradicionais, como renda fixa.
É isso que o Ranking MySide Melhores Cidades para Investir© 2025, um estudo exclusivo da MySide que avalia cenários de investimento em várias cidades brasileiras no período de 2019 a 2024. Conforme o estudo, investir em imóveis em cidades estratégicas do Brasil gerou retornos até quatro vezes maiores em comparação com investimentos tradicionais, como poupança, fundos de renda fixa e ações.
O estudo utiliza os dados do FipeZAP, além das bases do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Banco Central do Brasil e outras fontes econômicas nacionais. A avaliação considera a rentabilidade efetiva para diferentes tipos de investimentos imobiliários, em mais de 50 municípios brasileiros.
Para cada cidade, foi considerado o cenário de valorização de imóveis na planta, rentabilidade de aluguel anual e short stay, avaliados entre outubro de 2019 e setembro de 2024.
Em resumo, dificilmente você vai perder dinheiro comprando um imóvel, afinal de contas, além da valorização imobiliária que vem com o passar dos anos, a propriedade pode ser alugada, gerando uma renda extra para o proprietário. O importante é avaliar suas condições de vida e entender se esse é o momento certo para comprar um imóvel.
O que vale mais a pena: comprar ou alugar?
Isso vai depender do seu momento atual. Afinal de contas, a resposta para essa pergunta é bastante particular e vai variar com o seu estilo de vida, estabilidade financeira e planos futuros.
Ambas as escolhas, seja ela comprar ou alugar um imóvel, tem seus benefícios. Via de regra, o que ocorre é que as vantagens de alugar são de curto prazo, enquanto as vantagens de comprar um imóvel são potencializadas no longo prazo, ainda que demande maior organização e responsabilidade.
Os dois casos exigem comprometimento financeiro: tanto na mensalidade do aluguel, quanto na parcela de um imóvel (seja ele financiado ou pago em parcelas). No entanto, é evidente que, no último caso, é necessária uma estabilidade financeira maior.
Vale a pena comprar um imóvel financiado?
Optar por um financiamento é uma ótima opção se você quer comprar um imóvel mas não tem condições de pagar ele à vista. No entanto, isso não quer dizer que você não precise de uma organização financeira – pelo contrário, sabendo que você ficará alguns anos no pagamento das parcelas.
Existem dois principais tipos de financiamento imobiliário: através do Minha Casa Minha Vida, programa da Caixa Econômica Federal, subsidiado pelo governo federal, para imóveis de até R$350 mil, ou pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Crédito (SBPE), que permite o financiamento com recursos da poupança. A maioria dos financiamentos ocorre utilizando recursos deste último.
Escolhendo pela modalidade do seu financiamento, lembre-se que você não pode comprometer mais de 30% da sua renda mensal com as parcelas do financiamento, e que precisa dar pelo menos 20% do valor do imóvel na entrada. Na verdade, quanto maior for o valor da entrada que você conseguir investir, menores serão tanto o número quanto o valor das parcelas mensais no futuro.
→ Saiba como encontrar o melhor banco para financiar o seu imóvel
Um ponto importante é que o financiamento imobiliário só pode ser feito quando o imóvel estiver pronto. Então, se você está pensando em financiar um apartamento na planta e a obra ainda não terminou, pode ficar tranquilo, porque ainda não chegou a hora de financiar.
Por isso, digo que financiar é uma ótima opção – mas, novamente, é importante analisar o seu momento de vida e organizar suas finanças, considerando que você ficará um bom tempo no processo de financiamento imobiliário.
A alta da taxa Selic influencia no financiamento imobiliário?
Enquanto taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic serve de base para o cálculo dos juros sobre outras operações financeiras – inclusive as de crédito imobiliário. Por isso, quando a taxa básica sofre uma queda ou aumento, a tendência é que os juros do crédito imobiliário também sigam esse movimento.
No entanto, é preciso ter cautela ao tomar a taxa básica de juros, somente, como principal fator decisivo para compra.
Isso porque, apesar dela refletir na curva de juros do financiamento imobiliário, as taxas do crédito não acompanham em valores absolutos a Selic, tendo uma espécie de "gordura" entre a Selic e os juros.
Durante a pandemia, a SELIC saiu da mínima histórica de 2% ao ano e chegou a 13,75% a.a. em agosto de 2022, se mantendo nesse patamar por 12 meses consecutivos.
Ao longo de 2023 e 2024, a taxa se manteve relativamente estável – entre 10% e 12% – chegando a 12,25%a.a. na reunião do COPOM de dezembro de 2024.
Dessa forma, ainda que a tendência seja que a taxa de financiamento siga o movimento da Selic, isso não ocorre a risca, como mostra o gráfico abaixo:
Deixe seu comentário ou dúvida